Sem escuridão

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Minha mente roda sem parar,

E antes que eu possa entender,

Já me vejo de novo a contar,

Estrelas perdidas que não brilham mais.

 

Não há mais escuridão,

Não há sonhos nem o repouso merecido.

Não há conforto e nem mesmo um chão.

Não há companhia e nem a solidão.

 

A visão fica turva,

A audição mais alta,

Não há palavras para dizer,

Mas a boca insiste em salivar,

Preparando discursos e respostas,

Para pessoas que não vão perguntar.

 

O silêncio constante trás dor aos ouvidos.

Crio vozes que me dizem o que eu gostaria de ouvir,

Vozes que me dizem o que eu não quero escutar,

Vozes que me dão conselhos vãos,

E vozes que me alertam o perigo.

E aquelas vozes que não dizem nada,

Mas estão ali, apenas esperando a sua vez.

 

Perdi o tato e o movimento dos braços,

Que apesar de ligados ao meu corpo não podem se mexer,

Amarrados constantemente, onde eu não posso ver.

 

Não deito ou levanto, pois as pernas não me obedecem mais.

Não há impulso ou alongamento,

Nem exercício ou caminhada,

Apenas um lugar “macio” para repousar,

Um lugar “de paz”.

 

A luz machuca meus olhos e o branco me perturba.

Às vezes imagino outras cores para me distrair,

Mas quando tento dormir, o branco me mantém acordada, atenta.

Quando tento esquecer, o branco volta como uma tela,

Uma galeria das minhas tragédias.

 

Uma camisa de força,

Alguns remédios

E um manicômio.

 

Alguns sonhos,

Uma pessoa

E um pensamento.

 

A sede,

O desejo

E uma oportunidade.

 

Uma resposta,

Uma réplica

E o fim.  

 

29-03-2015 juhliana_lopes

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Amar de novo

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Há muito esperei por este encontro, e olhe só, estamos aqui! Você não sabe como eu desejei e sonhei por cada segundo que está correndo entre meus dedos neste momento. Você se pergunta como ou por quê? E eu lhe digo que logo tudo estará em seu lugar.

Há muito não sei o que é uma boa noite de sono, pois além dos remédios, passei a usar outras drogas para poder dormir. Há muito não sinto o gosto das coisas, pois além das drogas, apenas o álcool satisfaz o meu paladar. E por que tudo isso teria importância, você me pergunta, e eu digo… Porque tudo isso faz diferença.

Há muito tempo atrás, bem lá atrás mesmo onde não é possível ver nada além de sombras e as pegadas já foram apagadas, lá, lá atrás, estávamos nós. Jovens, bonitos e com carinhos e juras eternas de amor.

Você, um jovem galante me encantou me conquistou, me cercou e não me deixava dar um passo sequer sem me fazer lembrar o seu amor. Tudo aquilo, claro, me assustava, pois nunca havia amado com tamanha insistência, vontade e intensidade como aquilo. Ao mesmo tempo em que era assustador, era deliciosamente tentador e logo me perdi em seus caminhos sem nem olhar para trás.

Tudo que é bom, dura pouco diriam vocês, e realmente durou. Pouco demais, diria eu. Se fossemos calcular juntando todos os “x”, tempo e espaço, o resultado deste pouco, seria o tempo suficiente de você perceber que havia ganhado o jogo e partido para outra mesa com um novo baralho de cartas.

Pior que lidar com a traição é conviver com a rejeição diriam muitos. Bola pra frente diz a maioria. Procure a vingança diriam alguns poucos. Eu prefiro um toque mais… Sutil.

Mais uma vez você me pergunta o que tem a ver com tudo isso e que toda esta ladainha não lhe interessa.

Sente-se, acalme-se. Você está aqui para aprender.

Sim, aprender.

Aprender a me amar de novo.

Não se preocupe, pois a noite é longa que há muita revisão antes das primeiras aulas.

Primeiro você vai sentir a dor. A mesma dor que eu senti. Uma dor profunda e íntima, que te perfura a carne e abre o ser, revelando o que há de podre por dentro.

Depois, você vai aprender a chorar. Mas não um choro qualquer com lágrimas vazias com o qual está acostumado. Lágrimas profundas que brilham na escuridão, revelando todas as suas fragilidades e tudo de inocente que um dia existiu em você. Todos os sonhos e desejos perdidos, convertidos em pequenas gotas de água e sal, que cairão constantes como a chuva pela manhã.

A terceira lição será sentir a culpa. Isto será mais difícil que chorar, pois agora, não haverá o alívio no final. Você irá sentir uma culpa profunda que irá te levar ao fundo do inferno e mesmo oculto em meio à escuridão, as vozes lhe sussurrarão ao ouvido, as mesmas mentiras que um dia você usou.

Depois disso haverá uma paz, aquela libertação engraçada que a gente sente que nos permite enxergar tudo tão bem que nos sentimos bobos de não encontrarmos as soluções antes. Aquela coisa que nos devolve a vontade de viver, a vontade de sonhar… A melhora antes da morte.

Não se preocupe meu bem, Você vai sentir a dor, as lágrimas e a culpa. Você vai sentir o ódio e o amor, mas não garanto a compaixão. Deixo isso para os que ainda têm um coração. Assim como você arrancou o meu e o fez em pedaços, eu irei me divertir com o seu.

Só arrancar seria algo rápido e prático pra você. Não. Você precisa de algo mais… Profundo, mais… Inspirador.

Primeiro abrirei o seu peito expondo assim a sua carne e todas as suas vísceras. Todos irão ver seu sangue correr pelas veias e artérias e como até mesmo em sua anatomia, tudo ocorre de forma tão falsa. Então, com seu coração ainda batendo, irei retalhar calmamente, primeiro em cortes rasos, passando para os médios e finalizando com cortes profundos. Como essas dores superficiais não serão suficientes, então, eu cortarei alguns pedaços de sua carne e lhe darei para comer, para então você provar de seu próprio veneno. Por fim, quando a agonia começar a te enlouquecer, arrancarei com as mãos o que você tem coragem de chamar de coração “amável”, e irei rasga-lo, com minhas próprias mãos.

Depois desta saudável renovação, você, meu querido, estará pronto para dançar novamente, até o nascer do sol, sem motivos, sem um amanhã, sem receios.

Só assim meu amor, meu doce e querido amor, você está pronto para amar de novo. Pronto para mim. Pronto para o nosso encontro. Só assim, limpo e vazio, você está pronto para o que nos aguarda. Um amor puro e suave, como a brisa no fim da tarde.

Sem alma e sem coração alguns diriam. Insano e doentio a maioria pensa.

Completo, e só meu, digo eu.

 

juhliana_lopes 28-03-2015

 Referência: Inspirada em Love Again, Pentatonix. (Clique aqui)

 

Cinderela – Reiventando Contos de Fadas

tumblr_m4qpzkUeny1qfqtbuo1_500Ela era bonita e delicada como uma boneca. Ele era alto e forte, com um ar aventureiro e curioso. Ela, sempre recatada e tímida sempre ria das aventuras verdadeiras e inventadas que ele, sempre com muita ênfase contava para ela quando voltava de suas viagens.

– Eu sinto muito pelos seus pais querida… – Ele disse segurando suas mãos.

 

– Tudo bem meu amor… – Ela disse baixando os olhos.

– Se tivesse me falado antes, eu não teria insistido tanto, eu teria… Teria feito diferente, me desculpe… – Ele dizia colocando a mão em seu rosto para secar suas lágrimas.

– Não tem problema. Não fez por mal… Mas, isso prejudica os nossos planos? – Ela perguntou levantando o rosto com as lágrimas ainda rolando pelo rosto delicado.

– De maneira nenhuma! Aliás, me deu coragem para uma decisão, vamos adiantar a data. Já está tudo pronto mesmo, nos casaremos amanhã! 

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Quase livre

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Depois de um enorme tempo de reclusão resolvi dar uma volta sozinha. Era bom respirar ar puro novamente e me sentir livre. A brisa leve que tocava meu corpo, o luar que me cobria na noite fria, o silêncio das ruas que era perturbado pelos sons dos grilos, tudo era perfeito.

Há muito tempo, eu estaria trancada, pedindo por socorro, sem ser ouvida, e me afundando cada vez mais nos meus quadris. Então, veio à libertação, e as portas foram arrombadas. Hoje, é tudo tão novo e tão bonito que o que passou não passou de um pesadelo insano.

Claro que eu não precisei ir longe para encontrar problemas. Na verdade eu notei que estava sendo seguida desde que passei em frente a minha antiga prisão, mas ignorei para ver se o estranho me ignoraria também. Quando parei em um ponto de ônibus, ele se aproximou, se posicionando ao meu lado, sem dizer uma só palavra. Dei sinal para o ônibus e ele entrou atrás de mim. Sentei-me no fundo, e ele ao meu lado.

Depois de passarmos de mais um ponto de ônibus ele enfim falou.

– Ele me mandou.

– Imaginei, não existe outra pessoa que poderia ter mandado você. A pergunta não é quem e sim por quê?

– Bem, ele queria saber se você estava bem. Preocupação…

O ser que estava ao meu lado tinha por volta dos 1,80 de altura ou até mais. Branco pálido, tatuado no rosto e careca, magro e com uma regata preta, chamava atenção de qualquer policial que ele encontrasse na rua. Toda pinta de skinhead, também fazia as pessoas do ônibus tremerem de medo só de olhar.

– Não faz o tipo dele.

– Talvez agora faça.

– O que ele quer?

– Nada. Na verdade, pediu pra eu te entregar isto.

Ele me deu então um pacote com alguns livros. Nem precisei ver os títulos para saber do que se tratava.

– Se ele vai começar a devolver as coisas, é melhor eu fazer uma lista…

– Talvez seja uma forma de pedir desculpas…

– Ou pisar em cima da ferida… Acredita mesmo em um lado bom?

– Talvez… – Ele abaixou a cabeça e não me encarou com os olhos. Na cabeça, era possível ver as marcas de algumas cicatrizes, provavelmente feita com facas, que ficavam mais aparentes com o cabelo raspado.

– Diga a ele que queime, não quero mais nada.

– Tudo bem.

– Algo mais?

– Pediu para que eu a acompanhasse até em casa?

– Eu não quero.

– Ele disse que diria isso. E eu vou mesmo assim.

– Ele disse isso também?

– Não. Ele disse que se você dissesse isso, eu poderia ir embora.

– E por que não vai?

– Estou sem vontade.

– Entendi. Bem, minha pergunta ainda não foi respondida. Por quê?

– Já disse, ele…

– Não. Por que você aceitou vir? Por que aceitou ser garoto de recados e burro de carga?

– Eu…

– Ele mandou você vir?

– Ele não manda em mim…

– Você veio. Então ele manda.

– Não…

– Agora sim.

– Ele não manda em mim.

– Manda. A partir de hoje ele manda.

– Não…

– Sim.

– ELE NÃO MANDA EM MIM, ENTENDEU? NUNCA VAI MANDAR! – o ser havia perdido a palidez e estava vermelho. Seu punho fechado estava sobre o banco do ônibus da frente e sua voz mais grave. Cheguei perto o bastante de seus lábios, sem esboçar nenhuma emoção ou reação e disse uma última vez.

– Manda.

Dava pra sentir sua respiração pesada, mas também não houve nenhuma reação de sua parte além de uma leve tremida na pálpebra direita.

Afastei-me e me levantei, pedindo licença para levantar. Dei o sinal e desci do ônibus, andando tranquilamente.

– Você vai mesmo me seguir?

– Estou te acompanhando.

– Obrigada, mas não precisa.

– Tudo bem, então, eu estou apenas indo pelo mesmo caminho que você.

Não respondi mais. Apressei meus passos e então fiquei a frente, seguindo o meu caminho.

Ao chegar ao meu portão, olhei para trás e ele não estava mais. Respirei aliviada de não ter que me despedir, porém, respirei cedo demais. Ao olhar para o lado, ele estava parado, como uma estátua e agora me olhava nos olhos.

– Agora eu entendo.

– Que bom. Ia ser horrível ter que lhe explicar tudo desde o início para ver se você iria…

Fui interrompida por um beijo. Algo estranho. Ele era frio como um cadáver, mas ao mesmo tempo seu beijo era intenso e aterrador que me deixava em brasa por dentro. Afastei-me de uma vez com minha mão sobre a boca.

– Entendo você, e…

– Não fale! – Eu o interrompi colocando a minha mão sobre a sua boca. – Não diga. Apenas vá embora e nunca volte, por favor. Eu não quero, não estou pronta, não vou suportar tudo de novo…

Seu olho direito agora tremia de tal forma que era possível vê-lo piscar sem controle, algumas vezes seguidas. Ele não disse nada. Apenas se virou e foi embora, mas não foi à última vez que nos encontramos…

 

Enfim, de volta

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– Segundo o último relatório, não houve mais surtos, os níveis estão se normalizando, os remédios foram diminuídos e agora ela está tomando só alguns naturais para controle da ansiedade.
– Acha q ela esta pronta para voltar a vida em sociedade?
– Acredito que ela esta pronta até para voltar ao trabalho se quiser.
E assim saíram da sala em direção ao quarto para dar a boa notícia. Com a alta assinada, seguiram pelo corredor, onde no final a mãe já aguardava com a neta. Conversaram com ela, explicaram a situação e seguiram os quatro para o quarto da paciente.
Ao abrir a porta, ela estava escrevendo com giz de cera em alguns papeis para passar o tempo, mas ao ouvir a voz de sua filha, se virou sorridente e lhe deu um grande abraço. Depois, da levantou e abraçou sua mãe, ficando ali por um tempo.

A levaram para casa, e enfim ela pôde descansar. Dormiu durante um dia inteiro, e no dia seguinte passou o dia brincando com sua filhinha. Estava feliz, enfim em casa, enfim longe daquele lugar e longe dos pesadelos.

– Pensei que não fosse voltar…

– Pensou errado, sabe que não fico longe do trabalho.

– É mas você devia procurar outra coisa com o que trabalhar, só passou um mês fora…

– Olha, se for pra ficar medindo o que eu tenho ou não que fazer, me sustenta e sustenta a minha filha, ai eu fico em casa bonitinha sem encher o saco.

– Tudo bem, tudo bem, é só um conselho de amigo…

– Eu fiquei muito tempo aqui pra descobrir quem eram os meus amigos e de quem eu devia ouvir conselhos. Bom dia Dr. Felipe.

Ela estava enfim de volta, ao seu lar, ao seu posto, ao seu local de trabalho. Sempre foi a doutora maravilha que conseguia resolver todos os problemas, desde o consultório ao pacientes nervosos. Estava mais firme, com mais garra e quem sabe até o mesmo brilho de quando entrou naquele local a primeira vez.

Jamais imaginou que tentar viver fora dali lhe trouxesse tantos problemas como a um ano e meio. Depois da brincadeira dos pacientes no Halloween, onde por um segundo achou que estivesse perdida na mão de loucos insanos e estupradores, quando na verdade eles só estavam preparando uma festa de aniversário surpresa, pensou que não teria mais sustos por um longo prazo.

Foi por um enfermeiro que se apaixonou e pensou que poderia ser um ótimo padrasto para sua filhinha. Arthur era seu nome e foi com que ele com quem marcou o casamento no meio do ano passado e foi no dia do casamento que houve o surto geral. Alguns pacientes não gostaram da ideia de sua principal tutora se casar e dedicar seu tempo a outro homem que não eles. Odiaram mais ainda quando descobriram segredos sobre esse homem e então fizeram de tudo para alertá-la.

Vestida de noiva, teve seu casamento invadido por eles antes do sim, com gritos e agressões ao noivo. Pedindo entre lágrimas para que parassem, eles jogaram algumas fotos que conseguiram de forma totalmente clandestina antes que fossem retirados da igreja. Ela, pegou as fotos e gritou em seguida para que os soltassem. Seus olhos agora jorravam lágrimas entre soluços assustados sem crer no que seus olhos viam.

Abraçou a sua filha e perguntou em seu ouvido se ela gostava do “tio” e se ele realmente fazia o que estava ali na foto. Ela, chorosa, esfregou os pequenos olhos e balançou a cabeça que sim. Ele, tentando acusar os loucos, disse que eles o obrigaram a fazer aquilo, que nunca se quer tocou em uma criança e que tudo aquilo era só uma maneira de estragar a felicidade dos dois.

Enfermeiro, pedófilo e agressor de pacientes nas horas vagas, teve seu rosto arranhado com tamanha fúria que foi preciso dar pontos em alguns locais. Além disso, recebeu muitos hematomas dos pacientes que costumava espancar. Foi internado com hemorragia interna, e atualmente está preso.

Ela, além de ter sangue nas mãos, agora corria pelas ruas sem direção, gritando e agredindo qualquer um que chegasse perto, assustada como um bicho, alguns doutores como Bruno e Felipe corriam atrás dela tentando detê-la. Conseguiram contê-la em um beco, mas ao segurarem seus braços, foram jogados contra  a parece com uma força incomum. Seu corpo tremia e ela não conseguia pensar em nada. Sua visão turva a deixava confusa e seus ouvidos, tão atento aos ruídos, fazia sua adrenalina subir e reagir a qualquer brisa mais forte que passasse por perto.

Foi então quando Doutor Francisco se aproximava com uma seringa para tentar dopá-la, ela bateu em sua mão e quebrou a seringa na parede. O segurou pelo ombro e quando estava prestes a lhe dar um soco, foi ouviu um “pare” sonoro e imperativo. Era um dos seus pacientes que a chamava com sua filha no colo. Ela então conseguiu focar no rosto da sua filha que estava chorando e com tanto medo quanto ela. Então, se abaixou e ele a soltou no chão e as duas se abraçaram.

Depois de toda a confusão, ela foi internada e tomava remédios muito fortes. Descobriu depois que os próprios doutores Bruno e Felipe aumentavam as doses que o Doutor Francisco receitava para que ela não desse trabalho a eles.

Seus pacientes tentavam visitá-la, mas não podiam entrar na ala feminina, mas sempre mandavam cartas e presentes pelas enfermeiras para que ela nunca esquecesse deles.

Enfim se sentia melhor. Enfim estava boa, e pronta para voltar o trabalho. E como esteve fora por tanto tempo, havia ainda algumas coisas que precisava por em ordem…

– Ei, porque está aqui, pensei que ia estar lá embaixo medicando o pessoal, está na hora.

– Onde está o Bruno?

– Ele está de férias. Eu estou cobrindo o turno dele esqueceu? Sente-se bem, acha que pode trabalhar mesmo?

– Sim Felipe… Estou bem. Mas e você, acha que pode trabalhar desse jeito?

– Do que você está falando? Que seringa é essa? Ei, me largue!

– Medicação Dr. Felipe. Como você mesmo me orientou. Agora relaxe…

– Ei, me solta, socorr…

– Durma Dr. Felipe. Agora é hora do seu tratamento. Depois é hora de curar o Bruno e o Dr. Francisco. Mas primeiro, temos que curar você… – Ela disse com um sorriso levemente sádico preparando outra seringa. – Vamos ver quanto você aguenta…

 

juhliana_lopes 01-03-2015

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